Qual é o melhor caminho?


Não tem como escrever um texto sem abordar o COVID-19, sem negar que esse vírus afetou mundialmente as empresas, principalmente quando olhamos para as grandes operações, pois atingiu em cheio alguns centros que são o coração da cadeia de suprimentos globais. Em breve, teremos respostas de pesquisas para prevenir ou combater a pandemia e o vírus terá uma vacina para sua prevenção. E até passar essa pandemia, o que podemos fazer? Como podemos sair mais fortes que nossos concorrentes? Qual é o melhor caminho a ser seguido?


Conforme estudo da PWC (Price Waterhouse Coopers) algumas empresas líderes mundiais, para terem uma resposta mais rápida diante o surto de COVID, definiram algumas estratégias como:


  • Transportar seu inventário para zonas distantes da quarentena e perto de portos para facilitar o acesso ou a remessa;

  • Ativar peças pré-aprovadas ou substituir matérias-primas por fornecedores secundários em locais não afetados;

  • Introduzir novos produtos anteriormente destinados à China em outras plantas;

  • Ativar reprojetos de produtos ou recertificações de materiais, onde há segundas fontes confiáveis de peças ou matérias-primas ainda não utilizadas;

À medida que as empresas voltarem a normalidade, implicações mais amplas serão abordadas como:

  • Risco operacional no negócio;

  • Novas estratégias de fornecimento;

  • Replanejar cenários e entender suas implicações operacionais


Nossos últimos projetos junto a clientes, com foco em análise e estruturação de dados aplicados aos temas citados acima, trabalharam com aplicação de informações inteligentes para melhorar o desempenho do negócio, incrementando resultados superiores a 15%. Projetos de otimização de produtos e racionalização nos processos também obtiveram excelentes resultados, em alguns casos acima de 20%. Em época de crise, olhar para a matriz de negócio, PENSAR FORA DA CAIXA e FAZER DIFERENTE COM BASE EM ANÁLISE DE DADOS E INFORMAÇÕES, sempre será uma ótima alternativa.


É claro que a prioridade é tratar da saúde financeira para sobreviver, mas é muito importante na sequência ou até em paralelo não perder as oportunidades de nos tornarmos mais competitivos. A concorrência será ainda maior. Neste novo cenário que está chegando, podemos direcionar nosso foco para ações que busquem explorar clientes que terão incertezas geradas pela concentração da cadeia de suprimentos global em apenas um país e ser alternativa de fornecimento frente às tensões comerciais EUA-China que tendem a aumentar. Também podemos prospectar clientes que necessitam de produtos ou empresas mais competitivas em sua cadeia, trabalhando principalmente uma proposta de valor diferenciada, o principal desafio das organizações nos próximos anos.


Podemos sim sair mais fortes e temos muitas oportunidades. O momento é pensar fora da caixa.



Roberto Job é consultor de negócios na Lemon Go e Qualytool Consulting Group. Engenheiro Mecânico com MBA em Gestão Empresarial pela FGV, pós-graduação em Engenharia Automotiva UCS/USP, pós-graduação em Gestão de Inovação em Produto e Processo e pós-graduação em Gestão de Produção. Especialista em projetos de otimização de produtos (Engenharia do Valor) e processos de manufatura (ênfase na utilização em ferramentas Lean e conceitos da Indústria 4.0. Trabalhou por mais de 15 anos no Desenvolvimento de Produtos e Gerenciamento de Projetos em empresas do ramo automotivo.

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